quarta-feira, 6 de abril de 2011
Investigação sobre a merenda atinge assessor de Peixoto
As denúncias de irregularidades no contrato da Prefeitura de Taubaté com a empresa EB Alimentação Escolar Ltda, fornecedora de merenda à rede pública, atingem também o secretário de Negócios Jurídicos da administração, Anthero Mendes Pereira Júnior.
Depoimentos prestados pelo ex-chefe de gabinete da prefeitura, Fernando Gigli, ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), apontam que o edital da concorrência da merenda foi confeccionado no escritório do secretário em São Paulo, o Mendes Pereira Advocacia.
Os depoimentos de Gigli foram colhidos em 2009 e integram investigações do Ministério Público que apuram fraudes no edital da merenda, superfaturamento no contrato, pagamento de propina e formação de cartel pelas empresas do setor.
Escritório. Os relatos revelam que o edital foi produzido pela Sistal Alimentação de Coletividade Ltda com o objetivo de direcionar o certame para a EB.
As duas empresas pertenceriam aos mesmos proprietários e são apontadas como integrantes do esquema de cartel. A Sistal forneceu merenda à rede pública de Taubaté entre 2001 e 2008.
Segundo o relato de Gigli ao MP, a ponte entre a EB/Sistal e a prefeitura seria Cristiane Venturi, que atua na diretoria da EB. Ela teria frequentado o escritório do secretário com o objetivo de acordar o contrato com a prefeitura.
Ainda de acordo com os depoimentos, a primeira dama de Taubaté, Luciana Peixoto, teria trazido da capital um disquete contendo o modelo do edital a ser realizado.
O escritório da família do secretário presta serviços ao prefeito. O pai do assessor, Anthero Mendes Pereira, atuou como advogado de Peixoto, função hoje ocupada por Thiago de Bórgia Mendes Pereira, irmão do secretário.
Antes de ser destacado em novembro de 2008 por Peixoto para comandar a pasta de Negócios Jurídicos, Pereira era um dos advogados particulares do chefe do Executivo.
O atual secretário de Governo, Adair Loredo, também era um dos profissionais do escritório. Ele é funcionário da prefeitura desde 2010.
Edital. A EB venceu a licitação e foi contratada em 2008 pelo valor anual de R$ 12 milhões. O contrato foi prorrogado em 2010 por dois anos, ao custo anual de R$ 15 milhões. Reajustes elevaram o valor anual para R$ 20,8 milhões.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário