sexta-feira, 13 de maio de 2011

VOTO DISTRITAL É O CAMINHO CERTO!!

Há algo mais ridículo do que não se ter acesso ao político que agente mesmo elegeu, sem poder cobrar ações eficazes da parte dele? O político não é um patrão; pelo contrário, está no poder para fazer o que estamos pagando para ele fazer: defender as ideias em que acreditamos. Pior do que isso, há eleitor que sequer sabe quem elegeu e, quando sabe, perde de vista o seu representante. A culpa não é propriamente do eleitor, mas, sim, do sistema representativo que favorece esta situação e beneficia os poderosos.
A maioria dos países adota o voto distrital e se nós fizéssemos o mesmo, também poderíamos diminuir este distanciamento e resgatar o real sentido do que é ser um representante.

Há dois tipos de voto distrital: o misto e o puro. O voto distrital misto foi criado na Alemanha depois da segunda guerra mundial. Neste sistema, distribui-se metade das vagas para a eleição proporcional e a outra metade para a eleição distrital. O eleitor elege dois políticos para cada cargo: um candidato dentre os nomes da lista referente à eleição proporcional e outro dentre os nomes da lista referente à eleição distrital. Para isto, o país é dividido em distritos eleitorais que são regiões com aproximadamente a mesma população. Assim, cada distrito elege um representante distrital, completando-se as vagas no parlamento ou nas assembléias legislativas. Ganha as eleições aquele no qual a maioria absoluta votou ou o mais votado no segundo turno.

Em nosso país elege-se quem tem mais dinheiro. As propagandas são caríssimas e servem para mostrar o poder do candidato.

Grupos com um poder econômico considerável patrocinam outros candidatos que muitas vezes ganham as eleições, dando a impressão de que o povo os escolheu livremente. Estes políticos, comprometidos até o pescoço, traem o povo para satisfazer os interesses logicamente dos mesmos grupos que os financiaram. Diante deste jogo, resta totalmente prejudicado o verdadeiro sentido da representatividade.

O voto distrital é desejado por muitas pessoas há tempo, como forma de amenizar a corrupção e tornar efetiva a representatividade. Além disso, aumenta o poder de fiscalização dos eleitores sobre o seu representante – ambos moram no mesmo distrito – e evita que alguns espertinhos incompetentes, que tiveram uma péssima atuação, consigam reeleger-se por outro local. Como todo político quer permanecer no poder e a fiscalização é maior, ele procura prestar contas de sua atuação, empenhado-se para mostrar um bom resultado.

Finalmente, é bom que se diga, há quem aponte alguma falha no sistema de voto distrital puro. Alguns estudiosos alegam que o político pode ficar voltado apenas para os problemas locais, relegando assuntos de interesse nacional (no caso dos vereadores e deputados estaduais) ou internacional (no caso dos deputados federais). Estes mesmos estudiosos dizem que para amenizar este problema o ideal seria adotar-se um sistema misto, como o da Alemanha.

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