quarta-feira, 30 de março de 2011
Peixoto doa área do autódromo a novo condomínio industrial
A Prefeitura de Taubaté acertou a doação de uma mega-área de 773,4 mil metros quadrados, parte do antigo terreno do autódromo, para a empresa Viaport Transportes Intermodais S/A.
De acordo com o governo, a empresa deverá construir no local um condomínio para indústrias com um centro de logística.
O grupo deverá explorar o centro para armazenar e distribuir materiais, enquanto áreas do condomínio deverão ser alugadas para outras empresas --a prática, de acordo com a prefeitura, é permitida por lei.
O local deverá abrigar ainda, como parte do plano divulgado pela administração, um posto de abastecimento e conveniência, centro de convenções, centro de treinamento e hotéis.
O governo pretende encaminhar o projeto de doação da área para a Câmara nos próximos dias, a liberação do negócio precisa do aval dos vereadores.
Se aprovada, a prefeitura deverá providenciar a escritura e, a partir da assinatura do documento, a Viaport terá dois anos para começar as atividades em Taubaté. A instalação completa deverá ocorrer após oito anos da doação.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marino Lucci, caberá à empresa instalar toda a infraestrutura do local, como água, luz e arruamento.
“A Viaport pertence a um grupo consolidado no mercado, eles ficarão responsáveis por toda a infraestrutura, inclusive dos acessos”, afirmou.
Na proposta divulgada pelo governo, caberá a empresa ainda instalar um sistema de coleta e tratamento de esgotos e efluentes industriais e destinar uma área de aproximadamente 160 mil metros quadrados para que sejam plantadas árvores nativas e frutíferas.
De acordo com a prefeitura, a instalação da empresa deverá gerar 1.500 diretos e 500 indiretos, mediante um investimento de R$ 307,3 milhões no projeto.
Polêmica. A área fica no entroncamento das rodovias Presidente Dutra e Carvalho Pinto, no Piracangaguá.
Ela faz parte de uma gleba de 1,4 milhão de metros quadrados doada em 2004 à CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) para a construção de um autódromo, orçado em R$ 15 milhões. Em 2008, Peixoto oficializou a desistência do projeto, alegando que ele era inviável.
É lógico que todo investimento gerador de riqueza a população é benéfico, mas temos que analisar se a empresa tem potencial para cumprir os investimentos previstos.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário